segunda-feira, 16 de novembro de 2009

15 de novembro. Dia de que mesmo?


Imagem: Daniel Araújo


Ah, que belo feriado. Vamos todos celebrar a causa maior desse dia 15 de novembro: 120 anos da compra, ou melhor, da Proclamação da República no Brasil. Meu deus, quanta gente no Shopping. Isso deve ser alguma comemoração, óbvio. Uma data desta certamente não passaria em branco, nem por um Shopping Center. Vários pais com seus filhos, muito bem, estão mostrando a eles o valor da nossa história, o peso da nossa bandeira. Olha lá! Fogos, helicóptero. Que maravilha. Quanta emoção. Veja, alguém vem saindo dele. De certo um representante do exército, esculpindo o peito cheio de medalhas, com a missão e a honra de relembrar nosso memorável Marechal Deodoro da Fonseca. Bravo, bravíssimo! Já posso ver sua grande barba com os pelos brancos de tantas conquistas. Vejo também... Opa! O que aquilo? Roupa vermelha? Chapéu vermelho? Carregando um saco... Ele disse: “Ho, ho, ho?!”

É gente. Era realmente Papai Noel que havia chegado. O proclamador do consumo. “Ho, ho, ho.” Ha, ha, ha. E a república? Ah, deixa pra lá, o shopping ta em promoção mesmo.

“15 de novembro, dia da premiação do “Troféu Raça Negra”, que premiou os artistas nacionais negros que mais se destacaram em 2009.”

Aí sim, pelo menos esse prêmio vai justificar a data. Nada mais justo que homenagear nossas personalidades negras. O símbolo maior de um povo tão sofrido na história e que carrega até hoje suas marcas. Agora sim. Bravo! Bravíssimo. Exemplos de que o preconceito não vence a arte. Zumbi, Cruz e Souza, Cartola, Baden Powel, os Miltons: Gonçalves e Nascimento. Todos esses com certeza serão lembrados. Faço questão de ver essa premiação do começo ao fim. Vamos lá, vai começar. Cerimônia de gala, hein? Um momento só já vai anunciar o homenageado. Meu deus! De novo não! Duas tapas na história do mesmo país e no mesmo dia?

“O Troféu Raça Negra tem o grande prazer de homenagear... Michael Jackson.”

AI MEU OVO! Essa é a frase que melhor expressa esse fato. Feito para premiar personalidades negras e brasileiras, o Troféu homenageia um americano que tinha vergonha de ser negro. Parabéns! Extremamente coerente, disse Ed. Mota. O mesmo que já declarou que prefere viver fora do país. Maravilha. Queria dizer que também acho tudo isso muito coerente.


Um ser coerente segundo os novos conceitos:

- Oi! Meu nome é Balaio Furado, sou judeu e tenho um quadro de Hitler no meu quarto. Quer ser eu amigo?

Hi, Hitler!

Salvem a Ama-zona!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagaram o candeeiro e derramaram o gás.

Imagem: Essa eu mesmo fuiz ;)


Ah como o Brasil está ficando romântico. Em plena terça-feira nos é oferecido um belo jantar à luz de velas. Muito obrigado. E o melhor disso tudo é ter a oportunidade de desfrutar de outras situações que ganham um charme especial sob a chama das velas.

Homem estranho em beco estranhíssimo segurando uma vela:

- Oi! Já faz tempo que te vejo passando por aqui. Hoje tomei coragem e resolvi vir atrás pra te dizer algo. Nem sei como começar... sou tímido, nunca fiz isso antes, mas ainda bem que ocorreu esse apagão, assim fica mais fácil pra te dizer que...

Mulher frágil, indefesa, aflita e no escuro:

- Ai, diga!

Homem estranho em beco estranhíssimo segurando uma vela:

- Passa tudo, isso é um ASSALTO! Bora, bora! Quer morrer queimada, é?!


Assalto à luz de velas. Que lindo. Furta o coração e, claro, o celular da moça. E quem é o culpado desse apagão? Bem, para oposição é óbvio: Dilma. E até as eleições ela será a culpada de mais algumas catástrofes, crimes, batizados, pênaltis mal marcados, camisinhas estouradas, enfim, tudo é culpa da Dilma. Que Ministra que o Lula foi nos arranjar hein? Não faz nada direito. Já para o Governo apareceram alguns culpados. É bem verdade que eles foram elevando o grau de santidade. A primeira atitude foi ficar calado: “Não sei, não foi comigo, ta tudo bem, a novela vai começar...” Boa atitude. Vai que ninguém percebeu o que aconteceu, né? De fato, quem se distraiu um pouquinho só nem se deu conta que mais da metade do país estava sem energia. É, mas não colou. A segunda foi empurrar para algum ser sem vida, indefeso. Que tal um fio?. Ótima idéia. Curto circuito, fio com fio, explodiu tudo aí já viu. Ninguém teve culpa, escapamos. É, mas não colou também. E agora, o que fazer?

Gênio do marketing:

- Eureka!

Eis que um gênio do marketing do governo surge com a melhor solução possível:

“- Bem, averiguamos e constatamos que foi um RAIO.”

Incrível. Perfeito. Sendo assim, a culpa é de quem, de quem? Deus, ora. E quem no Brasil duvidada dele? Você duvida? Nem eu. Pronto, resolvido. A culpa é de Deus e quem achar ruim post no twitter dele e reclame.

“Eita governo desgraçado, eita governo sem jeito.”

Mas vamos deixar de olhar pelo lado ruim. Vamos voltar as situações que certamente não teriam, mas nesta terça-feira puderam ter uma versão à luz de velas.

Ele:

- Nossa, seus olhos ficam tão belos com o reflexo da chama.

Ela:
- Ai, o senhor acha mesmo?

Ele:

- Claro. E ainda tem essas mechas vermelhas que escorrem do seu cabelo e maquiam seu rosto.

Ela:

- Ai, meu deus! É sangue. Doutor, eu acho que o senhor cortou a artéria errada.



Salavem a Ama-zona!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Rachados e Esquecidos

Imagem: Américo Nunes


O sereno cai sobre a noite fria. Os paralelepípedos do Recife Antigo sentem a presença sombria do desconhecido. O vento assobia uma melodia tenebrosa e o canto da coruja avisa que algo está por vir. O uivo dos cachorros afina a sinfonia do medo que se espalha em segredo por cada beco estreito. A névoa encobre cada passo dado, os olhos enxergam assustados por não poderem ver. Quando de repente surge entre as ruas...

Poderia ter sido assim. Seria bem mais intrigante, não acham? Todo um misticismo em volta, daria no mínimo um filme, ou então um livro de Jô Soares, com suas dezenas de pistas e de suspeitos. É, mas não foi. Foi à base da paulada mesmo.

Extra, extra! Chico Science é encontrado ferido. Por estar sem baquetas, não teve como reagir, mas ainda assim, não deixou que os bandidos levassem sua alfaia.

O que levaria um ser que possua um pouco mais de meio neurônio estragado a fazer isso?
Bertolt Brecht, grande dramaturgo alemão, disse: “Triste do povo que precisa de heróis”. Pois é Brecht, nós precisamos sim. E só precisamos porque temos. Se valorizamos? É claro que sim. Espalhamos estátuas deles por aí. Não ver o Recife? É cheio. E não venha me dizer que elas não servem para nada. Vai dizer que nunca viu nenhum bêbado proseando com Ascenso Ferreira ali no Cais da Alfândega?

Bêbado:

- Seu Incenso, o senhor sabe que te considero, né? Adoro aquele poema seu que diz:

Hora de comer – beber!
Hora de dormir – beber!
Hora de vadiar – beber!
Hora de trabalhar?
-Aí vamo pro bar que ninguém é de ferro!


Mas será que podemos chamar nossos poetas de heróis? Mesmo sem usarem capa ou cueca por cima da calça, ou então fumarem charutos e liderarem revoluções mais famosas por suas camisas?
Declamar dores. Reclamar valores. Acalentar o desconforto da vida com palavras que invadem a mente de quem as lê como um raio x quente e fulminante. Um instante de sossego provocado pelo apego do sentimento às paredes de cada veia. Já velhas, mas que mesmo assim, apontam o curso para que as hemácias, plaquetas e os glóbulos de quaisquer cores que sejam surfem em ondas gigantes de alívio e paz. Ah, a paz. Não é isso que os super-heróis trazem? Eita, mas aí já são “super”, não heróis. Quantos heróis formam um super? São iguais? Quantas perguntas. Pelos poderes de Greyscow! Eu tenho a força! Eu tenho heróis. Eu tenho poetas. E Brecht, me desculpe, mas não sou triste não.


Salvem a Ama-Zona!

Consertem Chico.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MInistério da Merda adverte: comemore com parcimônia.

Imagem: Américo Nunes

E eis que somos coroados com as Zoolimpíadas. Quanta responsabilidade. O mundo todo nos olhando. Não vamos falhar. Titubear, jamais. Seremos impecáveis. Entregaremos todas as obras antes do prazo. Vamos calar a todos, vamos fazer as melhores Olimpíadas que esse universo já viu. Pronto, já falou o brasileiro. Agora, com a palavra, o ser humano.

Primeiro, parabéns a toda equipe médica que operou esse milagre. Mais um para coleção do Lula. Pré-sal, Copa do Mundo, Credor do FMI, só falta a cura pro câncer. Vamos lá, você consegue presidente. Dia 2 de setembro, o Brasil inteiro parou para ver a sentença, quer dizer, a benção vinda de Copenhague. Que chocolate. Com um recheio tão doce, que pode ficar amargo no final. Tipo esse que os estudantes ainda estão sentindo com o “To ÉNEM aí” que está acontecendo. Mas para as Olimpíadas é bem diferente. Estão todos aí, aqui e ainda tem os que hão de vir, por vir, para rir. É a realização plena de mais um plano de fuga. Quantas rugas vão nos render? Vamos ver. O importante é que o Rio de Janeiro continue lindo. Será que vai rolar outro pacto de trégua com os traficantes? Só assim para a linha vermelha ficar verde e amarela. Mas vamos deixar de pessimismo. Vamos voltar a ser brasileiros e não seres humanos. Será tudo lindo, com os morros todos enfeitados com bandeiras, não de facções, mais sim das nações que atracarão nesse porto seguro. Eita, Porto Seguro é na Bahia, mas não importa, o Brasil todo será o Rio. Que orgulho. Unidos pela causa. Que coisa. Teremos tiros sim. Muitos. Mas apenas no barulho dos shows pirotécnicos que vão anunciar a entrada do crak na favela, numa visita, é claro. Vários arrastões por dia. Incansáveis perseguições aos nossos soldados. Vamos lá, heróis de uma população sem heróis. A nós, só nos resta saldar a esperança e soldar nossa fé nessa torcida. A torcida para que o evento não cresça mais que o povo. Não camufle a verdade e mostre de fato todos os fatos. Será que é possível haver Brasil durante as Olimpíadas? O que vamos ver? Vamos ver? Prio! Sinceramente...só tenho uma coisa a dizer:

Salvem a Ama-Zona!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quando der o exemplo, use camisinha.


Oh vida dura. Honduras. E de lá, podemos ouvir os latinos latindo. Cão que ladra não morde, mas acorda a vizinhança e vira notícia. E dentre todos, o que parece ter levantado mais atordoado e com raiva foi o nosso presidente. Esse sim é brasileiro, não pode ver um barraco. Deixa disso Lula. Cada qual no seu canto e esse canto ta desafinado demais. Chama o Obama. Ele num foi eleito presidente do mundo? Então. Inventa arma química, invade e bota ordem no pardieiro. Não é assim que a banda toca? Ou mudou o repertório?

“Extra, extra. Brasil fecha mais um negocio de importação. Ainda não se sabe quanto vamos ganhar, além de uma vaga no céu, claro”.

Nossa mania de importar não para. Já importamos contêineres de lixo da Inglaterra, guerra no Haiti, um monte de enlatados dos EUA e agora chega mais um: Mané Zelaya. O chamo assim porque daqui a pouco vai ser exilado nosso mesmo, é bom abrasileirá-lo logo. A verdade é que se Lula tivesse tido a metade da indignação de agora nos casos “Sarney”, “Renan” e outros mais, ele estaria sim, de fato, fazendo um excelente negócio para o país. Falando em negócio e indignação, por onde anda o Hugo Chávez? Já voltou do feirão da ASFARC onde comprou mísseis de todo tipo? Ele, que não é besta, apesar de ser uma chave, ficou na moita. Viu que já tinha um bode expiatório, meio vesgo é verdade, mas que berra para todo lado. Mas vamos deixar a chave no chaveiro. O importante é que o Brasil mantém sua fama de goleiro no momento do pênalti e estar sempre de braços abertos. Quando não podemos trazer nossos amigos para cá, abrimos as nossas portas de lá. Meio lastimável, porém uma atitude muito amável. Nossa embaixada é sua Mané. Não se incomode em levar 300 amigos para lá. Fiquem à vontade. Se quiserem, a receita da caipirinha ta na gaveta de baixo, ao lado da lista com os telefones das mulatas sambistas. A água, a luz e o telefone estão cortados, só pra lembrar que a embaixada é mesmo brasileira. Desse jeito, é mole viver em Honduras. Enquanto isso, no Sem-lado Federal, é aprovado mais um aumento no salário dos judiciários. Justo. Não é fácil fazer uma justiça tão esculhambada quanto essa. É preciso muito empenho e desdenho para tanto. Ta vendo Lula, tu fica dando uma de “Capitão América”, cuidando do mundo, e esquece do próprio fundo. Quando for dá exemplo, vê se usa camisinha, se não engravidamos de aumentos de salários, crises e outros genes não-recessivos, porém abusivos.

Salvem a Ama-zona!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Bem-vindos a...

Imagem: Américo Nunes


Nada como uma novela após a outra para nos distrair e preencher nossa demência. Dizem que já é cultural, mas ainda acho que é funcional, mais precisamente, mercadológico. É lógico. E vamos deixar de vez de ser cetpicistas mal humorados que querem que esses pobres folhetins digitais sejam para educar e conscientizar a população de que a consciência humana...

Ah, quanta hipocrisia. Eles são feitos pra alienar sim. Isso é ruim? Claro que não. Há quem diga que os alienados vivem muito melhor que os “compenetrados”. Para quê ficar assistindo a jornais, vendo a merda toda virar boné, vendo as mulheres sendo enterradas em paredes (já vi isso em um filme). Saber que Brasília é um cadáver que fede cada dia mais, para quê?

Vamos embarcar nesse carrossel e fazer de conta que ele vai para o céu. Ao som da Bossa Nova, claro, a trilha que se encaixa em todas as classes. É sim. Do Leblon ao morro. Empresários e faxineiros. Todos se deleitam ao som de Tom e Vinícius. Funk? Não. Somos uma sociedade evoluída musicalmente, nossos ouvidos só saboreiam harmonias complexas e letras prolixas.

“O barquinho vai e a tardinha cai.”

Ah como é bom acordar de manhã, tomar o café do hotel e sair. Para onde? Praia é óbvio. Ipanena, vôlei na areia, água de coco e garotas desfilando em biquínis que não lhe cabem. Para as mulheres tem também. Executivos de sucesso, mostrando seus tríceps suados, verdadeiros quadrúpedes, mas não faz mal, estão em Ipanema. Depois vou dar uma volta de helicóptero, sobrevoando todo Complexo do Alemão, onde todos os moradores, claro, estão reunidos ouvindo o quê? Bossa Nova! Ah... se o Tom fosse vivo. Certamente estaria no auge de sua turnê: Rossinha, Vidigal, Alemão e Cidade de Deus.

“Ela é carioca, basta o jeitinho dela andar”.


Ah as mulheres. Todas belas, tão bem sucedidas em suas profissões de... de... enfim, bem sucedidas, é o que importa. Sempre vivendo intensas paixões, frutos de amores absurdamente poéticos e fabulosos.

Sejamos sinceros, esse mundo é bem melhor do que aqueles que os jornais e revistas inventam. Vamos todos migrar para dentro de “Manecolândia” e deixar nosso rei Manoel Carlos nos guiar. Vida longa ao Rei!

Brasil, bravo e breve/ Meu país novela/ Quem sair por último/ Favor apague a vela.

Salvem a Ama-zona!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09.09.09


Hoje é um dia de muita sorte, ideal para realizações de casamentos, esse matrimônio tão sonhado e temido. Que dia lindo, perfeito para comemorações. Ah! Esqueci de dizer, isso é na China, ok? Por aqui a língua é outra e o sentido também. Recém saídos do enfadonho feriado onde comemoramos a compra da nossa Independência, ainda bêbados pelos valores dos submarinos e aviões que nosso presidente comprou ao simpático Sarkosy, recebemos um bombardeio aéreo. Apenas uma réplica nesse debate homem x natureza, onde o mediador abandonou o barco e deixou os dois se virarem sozinhos. Afinal, já são adultos suficientes para resolver suas diferenças na conversa. Ele que pensa. Não passam de duas crianças mimadas brigando o tempo todo.

Madrasta Natureza:
- Eu cheguei primeiro.

Sem Ser Humano:

- Mas eu também quero brincar.

- Buá, buá, buá! Ele jogou um raio em mim e alagou minha casa.

Madrasta Natureza:

- Foi você quem começou, só fiz descontar.

“Bombeiros encontram corpos das 3 crianças desaparecidas em Osasco.”

“Com risco na estrutura, mais de 7 mil abandonam a própria casa em SC após chuvas”

E tome revide. Há quem duvide, mas sabemos que é assim. Como já ouvi por aí: “O mundo vai acabar antes do fim do mundo”. Exato. Frase perfeita. De fato, não vai dar tempo do mundo curtir sua velhice, vamos sacrificá-lo antes, como um animal que agoniza e pede para ser abatido. Como bandidos. É assim que agimos. Assaltantes a mão armada e mente amarrada em empreendimentos, resorts lindos em praias que não pairam mais no chão que lhes é de direito. Defeito. De fábrica, das nossas fábricas que chamamos carinhosamente de escolas. Esmola. É isso que recebemos das empresas que poluem essa estufa abafada e cinzenta.

“EXCLUSIVO: No dia da Mata Atlântica poucos motivos para comemorar – redução do bioma é de quase 8%.”

O Brasil entrou de cabeça na Globalização, mas esqueceu de levar o capacete. Importamos tufões, furacões, tornados. Que país moderno. Vestimos terno, agora somos chics, ficamos até bonitos. O primo pobre ficou rico. Emprestamos dinheiro, coordenamos missões de paz. Nem precisava continuar liquidando a Amazônia.

- Apenas nessa quarta-feira, não percam. Queima total de estoque!

A fartura é grande. A fatura e a fratura também. “O pré-sal vai nos salvar”. E depois, claro, vai nos salgar mais um pouco os olhos.

- É a nossa chance. Estamos ricos. Mulher faz as malas que vamos viajar.
- Mas pra onde?
- Para o fundo do mar. Seis mil metros de profundidade.
- Oba! Vou pegar o biquíni...
Salvem a Ama-zona!